quinta-feira, 28 de abril de 2011

STF decide: vaga de deputado é de suplente da coligação


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De acordo com informações do Estadão, o Supremo Tribunal Federal (STF) voltou atrás e confirmou na noite de hoje por 10 votos a 1 que quando um deputado deixa o cargo para assumir um posto no Executivo, por exemplo, a vaga deve ser herdada pelo suplente da coligação e não do partido do parlamentar que se licenciou. Em decisões anteriores, o STF tinha determinado a posse de suplentes de partidos. "A coligação é uma escolha autônoma do partido. A figura jurídica da coligação assume status de 'superpartido' e de uma 'superlegenda' que se sobrepõe durante o processo eleitoral aos partidos que a integram", disse durante o julgamento a relatora do assunto no STF, ministra Carmen Lúcia. "Não seria acertado dizer que vagas pertencem ao partido coligado A ou B, se o coeficiente é calculado pelas coligações", afirmou.

Os ministros do Supremo julgaram dois mandados de segurança movidos pelos suplentes de partido Humberto Souto (PPS-MG) e Carlos Victor (PSB-RJ). Carmen Lúcia, que em fevereiro tinha decidido que as vagas deveriam ser assumidas por suplentes de partidos, mudou de posição e liderou a tese de que os postos são herdados pelos suplentes das coligações.

"Em caso de coligação não há mais que se falar em partido", afirmou durante o julgamento o ministro Joaquim Barbosa. "A lei eleitoral disciplina minuciosamente as coligações, estabelecendo que quando formadas por dois ou mais partidos políticos fazem as vezes dos partidos políticos."

"As coligações têm previsão constitucional. As coligações se formam e por meio delas se estabelece o coeficiente eleitoral", afirmou o ministro Ricardo Lewandowski, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ministra Ellen Gracie afirmou que o grande problema do sistema político partidário brasileiro "é a total ausência de ideologia nos partidos políticos". "O eleitor não vota em coligação", disse o ministro Marco Aurélio Mello, que discordou da maioria.

Se o STF tivesse concluído que a vaga deveria ser assumida por suplente do partido, a composição da Câmara poderia sofrer mudanças porque mais de 20 suplentes de coligações já tomaram posse na Casa. Na prática, o STF esvaziaria as coligações nas eleições proporcionais e executaria o único ponto consensual da reforma política.

Mas o tribunal confirmou um sistema já consolidado de preenchimento das vagas de deputados federais, estaduais e vereadores que se licenciam. Se tivesse acabado com esse sistema situações estranhas poderiam surgir. Em alguns casos não haveria suplente para substituir o deputado que se licenciasse. Em outras situações a Câmara teria de dar posse a suplentes com muito menos votos que o primeiro suplente da coligação.

A polêmica sobre quem deveria herdar as vagas na Câmara provocou reações no Congresso. A Câmara sempre deu posse ao primeiro suplente da coligação, seguindo orientação do TSE. Mas no final do ano passado surgiu a primeira liminar no STF determinando a posse do suplente do partido.

A Câmara resistia a cumprir essas decisões do Supremo, justamente por ter sempre seguido a mesma regra, que nunca fora contestada judicialmente. Ante essa resistência, ministros do tribunal chegaram a ameaçar a abertura de inquéritos caso houvesse o descumprimento das liminares.

O ministro Marco Aurélio Mello, por exemplo, chegou a pedir ao presidente do STF, Cezar Peluso, e ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, providências cabíveis em razão da resistência da Câmara. No julgamento de ontem, ele disse lamentar que as decisões do Supremo não foram respeitadas pelo Legislativo.

Campanha de Vacinação - Febre Aftosa


A campanha de vacinação contra a febre Aftosa foi lançada hoje no Rio Grande do Norte, que tem como meta imunizar pelo menos 90% do rebanho total do estado, as vacinas começam a ser vendidas no dia 1º de Maio com a fiscalização do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (IDIARN). 

A vacina é de extrema importância, já que o nosso estado se encontra na lista dos estados brasileiros de risco médio em relação à febre aftosa, mas com a ajuda de campanhas do governo e conscientização dos criadores, é possível ajudar no combate da doença, através do total controle das vacinações, com isso o RN pode se tornar área livre da febre Aftosa, contribuindo assim para uma nova realidade diante ao mercado da agropecuária. Sabendo que no Brasil boa parte da economia esta voltada para o mercado agropecuário, a febre aftosa é um dos fatores capaz de afetar diretamente na produção em que a estabilidade do comérico nacional e internacional, que depende exclusivamente da confiabilidade dos alimentos (origem animal), demonstrando assim a estreita relação que existe entra a saúde pública, o ambiente e o aspecto sócio-econômico.

De acordo com o Ministério da Agricultura, hoje no Brasil, 15 unidades da federação são reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal como livres de febre aftosa com vacinação: Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal, Como risco médio estão Alagoas, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e a região Centro-Norte do Pará. E em alto risco encontram-se Roraima, Amapá e as demais áreas do estado do Amazonas.

O balanço total dos investimentos nesse ano para controlar a doença pode alcançar R$ 59 milhões e serão aplicados no apoio à manutenção e melhoria estrutural dos serviços veterinários, capacitação de pessoal, campanhas de vacinação estratégicas e trabalhos de educação sanitária. A previsão é destinar mais de R$ 93 milhões para a Saúde Animal.

A campanha de vacinação contra a febre aftosa do Rio Grande do Norte conta com o apoio do governo do estado, Ministério da Agricultura e da Pecuária, e de entidades representativas dos criadores das diversas raças no RN.

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